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O que “A Odisseia” tem a dizer sobre cibersegurança?

Cibersegurança, Empresa Júnior

Por Tereza Zeni | 13 de setembro de 2026

A Odisseia, de Homero, é um dos textos mais marcantes da literatura da Grécia antiga e da formação da cultura ocidental. Adaptada ao cinema em 2026, no novo filme de Christopher Nolan, a história voltou a ganhar os holofotes em todo o mundo. Uma das cenas mais marcantes é a que apresenta o cavalo de Tróia, artifício de guerra que consistia em um cavalo de madeira repleto de soldados gregos disfarçados. No mito, o cavalo foi presenteado a Tróia como um símbolo de paz, mas, na verdade, escondia um contra-ataque grego formidável e bastante cruel.

O mito se tornou muito popular por representar de forma impressionante algo que enfrentamos desde a Antiguidade: ameaças escondidas sempre estiveram presentes em todos os séculos. Chegando à atualidade, a era digital trouxe consigo novas ameaças, mas que, no fundo, têm o mesmo propósito de realizar ações destrutivas, agora contra os sistemas computacionais.

Parece que, entre gregos e troianos ou no mundo dos computadores, a preocupação é a mesma: como se proteger de ameaças disfarçadas? Venha conhecer dicas de cibersegurança para lidar melhor com as guerras digitais!

Um vírus de computador pode ser um cavalo de Tróia

Trojan (ou cavalo de Tróia) é um tipo de malware que invade o seu computador disfarçado de um programa real. Ele fica escondido na máquina e pode executar ações maliciosas sem que o usuário perceba. Pode ficar ocioso por um tempo ou executar ações de imediato, baixar outros malwares, desativar proteções do sistema e até transformar seu computador em parte de uma rede criminosa de DDoS (Distributed Denial of Service). Com isso, pode roubar seus dados pessoais, colocando-o em risco de roubo de identidade e outros crimes cibernéticos graves.

Como saber se fui infectado?

Se você percebeu atividades estranhas que não deveriam acontecer no seu sistema e comprometeram programas e arquivos, seu computador pode ter sido infectado por um trojan. Diferente de outros tipos de malware, ele precisa ter sido instalado na máquina para que esteja em atividade, e existem diversos ambientes inseguros em que essa instalação indevida pode ter ocorrido. Preste atenção em:

  • Sites de compartilhamento de arquivos — sites que permitem o compartilhamento de arquivos (como sites de torrents, por exemplo) podem conter arquivos inseguros. Esses arquivos, apesar de se apresentarem como inocentes, podem ser um trojan disfarçado.
  • Anexos em e-mails — hackers podem enviar e-mails genéricos (ou mesmo simular um remetente conhecido) com anexos, esperando que o usuário clique no arquivo. Ao clicar no anexo supostamente seguro (como um documento Word, por exemplo), o trojan é baixado no computador.
  • Mensagens falsas — assim como nos e-mails, hackers podem enviar mensagens simulando alguém conhecido pelo usuário e oferecendo acesso a arquivos ou aplicativos. Ao acessar algum desses canais infectados, o trojan também é baixado pelo sistema.
  • Sites inseguros — da mesma forma que usuários humanos, sites também podem ser atacados por um trojan. Ao encontrar brechas de segurança em sites desprotegidos, o malware pode controlar funcionalidades do site ou até mesmo o site como um todo. Quando isso acontece, o site infectado pode conter arquivos maliciosos e redirecionamentos para outros sites inseguros, que ameaçam o dispositivo do usuário.
  • Redes Wi-Fi invadidas — um hacker pode criar uma rede “hotspot” falsa que simula exatamente uma verdadeira. Ao se conectar a essa rede, o usuário pode ser redirecionado para sites falsos e serviços maliciosos que parecem muito parecidos com os reais, fazendo com que o dispositivo fique vulnerável.

Em resumo, assim como na vida, no mundo digital nem tudo que parece é. Por isso, é importante nunca baixar “presentes” não identificados no seu computador antes de ter certeza do que são.

Como se proteger (melhor do que um gigante)

No novo filme da Odisseia, também é retratado o mito do ciclope (Polifemo), um gigante de um olho só, vulnerável justamente por não ter redundância. Diante de ameaças, “ter dois olhos” é uma forma de checar e se prevenir de ações suspeitas. Ao se deparar com sites e mensagens estranhas, ou com tentativas de fazê-lo baixar arquivos não identificados, não tenha receio de checar quantas vezes forem necessárias. Atenção e cuidado são fundamentais na internet e podem salvá-lo de problemas indesejados.

Serviços de antivírus também podem ajudar, mas é sempre importante ficar atento. Ainda assim, caso tenha sido infectado, o ideal é possuir algum tipo de backup (em um serviço de nuvem) das contas e dos arquivos que estão no seu computador e, em seguida, tomar as providências para eliminar o malware.

O futuro e a odisseia da cibersegurança…

A palavra “odisseia” deixou de ser apenas o nome de um clássico grego e se consolidou como um termo oficial da língua portuguesa que representa uma longa jornada repleta de imprevistos e desafios. Sabemos que a tecnologia evolui, e com ela as ameaças também. Recentemente, notícias como ataques cibernéticos envolvendo agentes de IA têm circulado pelas redes e mostrado que a cibersegurança segue sendo uma verdadeira odisseia. Os usos indevidos de IA, a manipulação de dados em larga escala e novas formas de fazer computação são temas para os próximos capítulos, e a jornada continua. É possível que existam novos cavalos de Tróia pela frente, por isso é crucial se manter atento à evolução do mundo tech.

Se está a fim de continuar na fantástica odisseia da computação, não se esqueça de acompanhar o nosso blog e tirar seu projeto do papel com a Conpec!

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